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Aygan e a cidade de plástico!

O primeiro disco da banda Aygan está para ser lançado.
O disco Plastic City mostra que a banda, ao mesmo tempo que tem um grande cuidado com a composição de suas músicas, não economiza no peso, agressividade de suas guitarras melódicas e no suingue e na precisão de sua sólida cozinha, alám de linhas de voz bem construídas e marcantes.

O site da banda trás cinco das músicas do disco. Confiram!

Aos 100 anos de Corinthians!!!!

Retirei do Blog do Fernando Sampaio

“Itaquerão tem “naming right” mais caro do planeta
1/setembro/2010 por Fernando Sampaio

Gostaria muito que a estória do Pinóquio fosse verdade. Já imaginou o que teríamos de narizes crescendo até 2014? Seria o máximo. “Naming rights”, palavra de origem inglesa, significa o direito sobre a propriedade de nomes. Isso é utilizado nos Estados Unidos e Inglaterra, mas nem sempre dá resultado. Se o complexo esportivo já tiver nome, como Madson Square Garden, Flushing Meadows, Crandon Park ou Wembley, jamais será chamado de outra forma.

No Brasil não funciona. Nunca deu certo. A Arena da Baixada, estádio do Atlético (PR), jamais foi chamado de Arena Kyocera. Trabalho com eventos e circuitos esportivos desde 1986. Não rola. O único valor de ter o nome no estádio é a visibilidade daqueles que passam pela região. Neste caso do Itaquerão, além dos torcedores que frequentarão o estádio, é preciso somar o potencial de consumo da população de Itaquera.

Pelas contas da Odebrecht, o Itaquerão vale mais que todas as arenas do planeta.

É evidente que a construtora não vai colocar seu nome no estádio. Certas empresas querem distância da mídia. Além disso, sabe que não vale a pena. Isso é coisa para Petrobras ou Banco do Brasil, empresas que não avaliam retorno do investimento. São decisões políticas. Como o Corinthians tem dívidas atrasadas e impostos não recolhidos, não pode contrair empréstimos governamentais. Portanto, a Odebrecht entrará no negócio solicitando o dinheiro junto ao banco público BNDES. Segundo a construtora, seriam R$ 335 milhões. O valor final com juros não foi informado.

Disse aqui no Blog que não pegar no BNDES não entra na Copa. Viu Beira-Rio?

Além de não colocar na conta o risco e os juros que estará pagando ao BNDES, a Odebrecht fez questão ainda de colocar no contrato que o que passar dos R$ 335 milhões numa possível venda do “naming rights” ficará com o Corinthians. É um Papai Noel maravilhoso.

Apenas como comparação, veja os valores do “naming rights” em alguns estádios famosos:

Futebol
Emirates Stadium (Inglaterra): U$ 90 milhões ou R$ 156 milhões por 15 anos
Allianz Arena (Alemanha): EURO 90 milhões ou R$ 199 milhões por 15 anos

Estados Unidos (valores incomparáveis no planeta)
Gillete Stadium (New England): U$ 90 milhões ou R$ 156 milhões por 15 anos
American Airlines Center (Miami): R$ 195 milhões ou R$ 339 milhões por 30 anos

Itaquerão (Itaquera): R$ 335 milhões + juros do BNDES por 15 anos.

Sobre naming rights, é válido lembrar que na Liga dos Campeões nunca é citado o nome “Emirates Stadium”, mas sim “Arsenal Stadium”, devido a acordos com o organizador. Entre os torcedores dos Gunners, o estádio ainda é chamado carinhosamente pelo nome antigo, Highbury.

Depois dos últimos acontecimentos, será que tem algum cidadão inocente ainda acredita nas versões de vetos da FIFA? Será que ainda acreditam que existe aprovação pela FIFA? Será que acreditam na seriedade dos envolvidos no esquema do Itaquerão? Sou absolutamente favorável ao Corinthians ter seu estádio. Sou absolutamente favorável a melhorias em todas as regiões da cidade, independente da Copa e não só em Itaquera. Mas nunca desta forma.

A Copa no Brasil está apenas começando.”

E depois dizem que não tem nada de bizarro na história deste estádio!!!!!

Nova arena para copa…aiaiai!!!!

Gosto de futebol, acho divertida essa coisa de rivalidade, de zuar e ser zuado, de assistir jogo emocionante e jogo bonito. Porém, qualquer coisa que envolva política vira “m%$#” e nessa construção da nova arena do Corinthians não deve ser diferente. Tudo bem, isso é opinião minha, mas não acredito nem no Andrés Sanches, muito menos no Kassab e no governador Alberto Goldman, que garantiram que não haverá dinheiro público no estádio. Vou reproduzir aqui, dois textos que não são meus, mas que refletem minhas preocupações…e o pior é que geralmente vou contra a opinião dos jornalistas que escreveram estes textos.

“Corinthians derrota o São Paulo outra vez

A abertura da Copa do Mundo será em São Paulo no novo estádio do Corinthians no pobre e longínquo bairro de Itaquera.

A manchete pipocou nesta sexta-feira, ganhou corpo durante o dia e à noite foi a última notícia do Jornal Nacional antes do indefectível horário político.

Mais oficial que isso impossível. Andrés Sanchez vai confirmar tudo no aniversário de cem anos do Corinthians no próximo dia primeiro de setembro.

É um presente para os corintianos e mais uma vitória de Andrés sobre Juvenal ou do Corinthians sobre o São Paulo.

Agora além dos 10 jogos desde 2007 com seis vitórias e quatro empates, pode se contabilizar também mais esta vitória fora de campo e se o estádio sair será uma vitoria duradoura mesmo.

A Fifa adorou a informação. Afinal nada agrada mais a maior empreiteira do Mundo do que a construção de uma nova Arena em país sede de Copa do Mundo.

Que o diga a África do Sul e outros antes dela. A Fifa não quer saber de obra pronta, ela quer obra nova com apoio fiador do governo do país sede. Por que será?

Se virar Elefante Branco ela não tem nada a ver com isso. Partirá para a próxima Copa onde imporá o seu quase tirânico caderno de encargos a outro país.

Há mais ou menos um ano na concentração do Corinthians, no Rio de Janeiro, para o jogo contra o Fluminense, na Copa do Brasil, o presidente Andrés Sanchez me dizia que o estádio corintiano poderia sair a toque de caixa caso o Morumbi fosse vetado para a Copa.

“Sem o Morumbi, será construído um novo estádio sem muita licitação e preocupação com os gastos por causa da proximidade da Copa e dos compromissos assumidos pelo presidente Lula com a Fifa”, dizia o mandatário corintiano.

Pois é o que está acontecendo. 2014 está na nossa porta e em 2013 haverá a Copa das Confederações que já visa apresentar os estádios da Copa. Portanto, estamos bem atrasados.

O prefeito Kassab sonhou com o Piritubão, falou em reformar o Pacaembu, mas fechou com o Andrezão, ou seria Ricardão?

Em comunicado conjunto o governador e o prefeito mais uma vez avisam que não serão utilizadas obras públicas no estádio do Corinthians.

O investimento será apenas privado. Difícil de acreditar, mas é o que eles estão dizendo, mais do que isso, estão prometendo.

Como não acredito em promessa de político fico com um pé atrás e se pudesse metia um cadeado com várias senhas indecifráveis nas contas públicas.

Tenham certeza, ninguém entra nessa para perder.

Outra promessa e essa se realizada, além do estádio, será muito legal. O bairro que é muito carente será revitalizado e ganhará muitos investimentos.

Embora fique distante do centro da cidade tem um metrô a servi-lo e melhorias serão feitas para levar o torcedor até lá.

Já que tudo começará do zero, as autoridades deveriam reservar um grande bolsão na região para proibir construções de qualquer tipo a não ser aquelas que sirvam o próprio complexo esportivo.

Isso para não virar um Morumbi que acabou cercado de casas com o tempo e hoje a Comunidade reclama dos transtornos causados em dias de jogo.

É a mesma situação de Congonhas, que nasceu antes do bairro e agora muita gente que foi morar debaixo da asa do avião quer tirar o Aeroporto do local.

Eis a íntegra da nota assinada confirmando o nascimento do estádio do Corinthians para a Copa-2014:

Na tarde desta sexta-feira, o governador Alberto Goldman, o prefeito Gilberto Kassab e o coordenador do Comitê Organizador Paulista da Copa 2014, o secretário estadual de Economia e Planejamento Francisco Vidal Luna, estiveram com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Na reunião, o presidente da CBF foi consultado mais uma vez sobre a realização da abertura da Copa no Estádio do Morumbi, e informou que esta opção estava totalmente excluída pela FIFA e pelo Comitê Organizador Local da Copa 2014.

O presidente Ricardo Teixeira foi então informado que, apesar de todos os esforços, não foi possível viabilizar a construção de um estádio para a Copa 2014 no complexo de eventos e feiras que será construído em Pirituba.

O governador e o prefeito foram então consultados pelo presidente da CBF sobre a hipótese de a abertura da Copa 2014 ser realizada em novo estádio a ser construído pelo Sport Club Corinthians Paulista, em uma área em Itaquera. Goldman e Kassab reiteraram a disposição de proporcionar o apoio necessário para que São Paulo possa receber a abertura da Copa do Mundo.

O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo reafirmaram a decisão de não aplicar recursos públicos para a construção de estádios.

ALBERTO GOLDMAN – Governador do Estado de São Paulo

GILBERTO KASSAB – Prefeito da Cidade de São Paulo

RICARDO TEIXEIRA – Presidente da Confederação Brasileira de Futebol”

Este texto retirei do blog do Quartarollo!

Já este retirei do blog do Juca Kfouri, que inclusive é Corinthiano…

“Você já sabia

O Corinthians ganhará um estádio porque a Odebrecht quer agradar o presidente que fará sua sucessão com os pés nas costas.

O estádio será palco da abertura da Copa-2014 porque assim quer a CBF que não é maluca a ponto de relegar São Paulo ao ostracismo.

Tudo como você já sabia.

Que o Morumbi dançaria a partir do momento em que o São Paulo não votou em quem o Imperador Ricardo I, e Único, queria.

Pirituba, Guarulhos, Itaquera, PQP, qualquer lugar, menos o Morumbi.

Coisa que os tucanos trataram de tornar pública antes que o presidente da República anunciasse solenemente ao ser homenageado no Parque São Jorge, no dia 31, véspera do centenário corintiano.

Porque se a eleição federal já está decidida, a estadual ainda está em disputa.”

Sei que muitos vão falar que escrevi isso por que sou São paulino, entre outras coisas, mas a verdade é que não foi isso que me motivou a escrever estas linhas. Acho que qualquer paulistano deve se preocupar com o dinheiro público e como esse dinheiro será aplicado, principalmente nessa época de “ereição” e com a Copa no Brasil se aproximando. Sempre fui contra a relização deste tipo de evento aqui, vide os Pan- Americanos realizados no Brasil e o caso do Engenhão. Também sou contra qualquer forma de ajuda pública a qualquer time que seja, principalmente para a construção de estádios.

Espero estar errado e espero de verdade que este caso seja uma exceção à regra que se instalou neste país.