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A importância de se estimular a criatividade na escola

“Não podemos solucionar os problemas com o mesmo pensamento que utilizamos para criá-los” – Albert Einstein

Meu irmão, apesar de ser fisicamente muito parecido comigo, é mais criativo e desleixado… Eu, por outro lado, sou estressadíssimo e pouco criativo… Na nossa infância ele fazia grandes demonstrações de sua criatividade, que se manifestavam até nas provas da escola. Em uma prova de inglês, na 2ª ou 3ª série, ele tinha que fazer descrições das imagens apresentadas, por exemplo, “the bus is yellow” para um ônibus amarelo. Simples, até demais… Meu irmão achou que seria legal ousar e para o cachorro vermelho deu logo a mais óbvia resposta: “the dog is hot”. A professora falou que estava errado… Eu ainda acho que ele merecia algum ponto por
criatividade… Em outro momento de inspiração, ou desleixo, sei lá, meu irmão não conseguiu se lembrar do termo “indústria alimentícia” então improvisou: “indústria comentícia” foi a resposta. Errado de novo… tsc tsc, “Que burro, dá zero pra ele!”.

Claro que as respostas do meu irmão estavam erradas, mas é interessante notar como as crianças são espertas… elas não tem medo de errar e, por isso, ousam! Brincadeiras a parte, acho que essas histórias são exemplos de como o sistema de ensino atual trata as crianças: matando a criatividade, já que, com o tempo, as crianças vão perdendo essa ousadia. Além disso, disciplinas de exatas e biológicas são vistas com as mais relevantes, ao passo que aulas de artes plásticas, música ou dança são raramente oferecidas, sob a justificativa de que estas habilidades nunca vão te dar um emprego e novamente as crianças são impedidas de desenvolverem o que pode ser sua melhor aptidão. Eu acredito que o atual modelo educacional está ultrapassado… O sistema de ensino deve preparar as crianças para utilizarem sua inventividade para criar soluções para o futuro e não destruir a criatividade. São essas crianças que irão governar o planeta um dia e nós não podemos arriscar que todas elas tenham a mente fechada.

Este artigo foi baseado e inpirado nos vídeos a seguir e espero ter instigado a curiosidade de vocês o suficiente para assistirem ambos:

Você sabia? [vi no Vida Ordinária]

Palestra “Do schools kill creativity?” do Ken Robinson que eu vi no TED

Post meio macabro…mas vale a pena dar uma olhada!!

Fuçando um blog (o buteco da net para ser mais exato), achei esses vídeos sobre uma reportagem do programa custe o que custar da Bandeirantes. Eu nunca vi o programa inteiro, mas achei interessante, do que eu vi, que é uma reportagem investigativa que tem uma boa pitada de humor. E os caras são bem chatões. Nestes vídeos a reportagem é sobre irregularidades nas vendas e manutenções de jazigos do Distrito Federal. A denuncia por mais bizarra que possa parecer é importante por três motivos:

1) O nível em que chega a mutretagem aqui no Brasil.

2) Parece que existem pessoas que fazem reportagens sérias (apesar do humor), e não querem falar só da vida do Alexandre Nardoni

3) Terem repórteres não paparazzi que gostam de encher o saco de quem deve ter o saco enchido, e olha que eu sou bonzinho, porque eles deveriam ter o saco arrancado mesmo.

Os vídeos são meio longos, mas vale a pena a olhada…não só pelo tema e pelo jeito que os caras fazem a reportagem, mas pelo fato do repórter ter perdido a paciência, mas não perdeu o jogo de cintura.

Parte 1

Parte 2

Visto no buteco da net

A música e a vida

Uma animação baseada no texto de Alan Watts sobre a música e a vida. O inglês é um pouco difícil de compreender em alguns momentos, mas a mensagem é clara. (em Flash)


EDITADO: o texto que eu escrevi foi substituído pelo sugerido pelo Nene que pareceu mais adequado…

In music, one doesn’t make the end of a composition the point of the composition. If that were so, the best conductors would be those that played fastest. And there would be composers who wrote only finales. People would go to concerts just to hear one crashing chord, because that’s the end! But we don’t see that as something brought by our education into our everyday conduct.

We’ve got a system of schooling which gives a completely different impression. It’s all grading. And what we do is we put the child into the corridor of this grade system. With a kind of “Come on, kitty kitty kitty,” and yeah, you go to kindergarten, you know, and that’s a great thing because when you finish that you get into first grade. And then come on, first grade leads to second grade, and so on.

And then you get out of grade school, you go to high school. And it’s revving up, the thing is coming. Then you gotta go to college, and by jove, then you get into graduate school. And when you’re through with graduate school, you go out and join the world.

And then you get into some racket, where you’re selling insurance. And they’ve got that quota to make, and you’ve gotta make that. And all the time this thing is coming, it’s coming, that great thing–the success you’re working for. And then you wake up one day about forty years old, you say, “My god! I’ve arrived! I’m there!” And you don’t feel very different from what you always felt. And there’s a slight letdown because you feel there’s a hoax. And there was a hoax, a dreadful hoax! They made you miss everything!

We thought of life by analogy with a journey–with a pilgrimage, which had a serious purpose at the end. And the thing was to get to that end: success or whatever it is, or maybe heaven after you’re dead. But we miss the point the whole way along. It was a musical thing, and you were supposed to sing, or to dance, while the music was being played.