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Direitos do Consumidor: má fé no supermercado!

Esse post é mais pra expressar a indignação e servir como alerta.
Esse fato ocorreu no supermercado CompreBem da Av. Eng. Caetano Alvares. Estávamos, eu e a Carola, na fila. Só pra começar, a caixa estava com falta de troco e falou pro cliente a nossa frente, num tom decidido:
– “Vou ficar te devendo 20 centavos!”
Como assim vou ficar devendo 20 centavos!!! Não era uma pergunta. Ela estava afirmando. Da próxima vez, também vou falar que fico devendo…
Bom, na nossa vez, fui passar um simples shampoo anticaspa e lá me aparece o preço: R$ 8,89. Peraí, na prateleira estava R$ 5,39!!! Observe a foto e tire suas conclusões.


Por um acaso do destino, todos os shampoos da mesma marca estavam com o preço de R$5,39, e o anticaspa estava sem. Justamente o mais caro!!! Bom, comprei outra marca mais barata e procuramos um gerente. Não achamos… Pra finalizar, mandarei um e-mail relatando o caso para a gerência do CompreBem.
Fica de aviso pros descuidados.Principalmente quando fazem compras maiores e não ficam atentos aos valores no caixa. ¡Ojo, chico!

Sustentabilidade entra em discussão

Vou começar esse post por uma matéria do “observatório da Imprensa”

“Sustentabilidade é a pauta da hora
Por Luciano Martins Costa em 6/2/2007

Tem sido muito interessante observar as escolhas da imprensa a respeito das revelações feitas na sexta-feira (2/2), pelos 2.500 cientistas reunidos no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, a maioria das quais indica a necessidade urgente de transformações radicais em sistemas tão complexos como redes de transporte, matrizes energéticas, governança pública e privada e modelos educacionais.

Pela primeira vez, o ser humano é confrontado irremediavelmente com a possibilidade de ver desaparecer a sociedade como a conhecemos, o que representa um desafio muitas vezes maior do que a questão central que ocupou os corações e as mentes durante o século passado – a disputa pela hegemonia global entre o capitalismo e o socialismo de Estado.

Coincidentemente ou não, a revelação da tragédia planetária ocorre ao mesmo tempo em que as ciências oferecem a possibilidade de soluções ou paliativos para algumas das crises previstas, mas aparentemente não há magia que venha a funcionar sem a criação de novos paradigmas em modelos até agora tidos como irretocáveis pelo chamado establishment – os sistemas de poder nos quais se insere, como avalista, a imprensa tradicional.

Imediatamente após o anúncio do relatório, com a reprodução, em todo o mundo, de sua versão super-resumida, a internet ficou coalhada de mensagens e propostas de todos os tipos – desde convocações de manifestações e boicotes até as inevitáveis correntes de meditação. O inimigo, difusamente identificado ora como a indústria, ora como os desmatadores, se configura tão impessoal que se torna improvável uma reação organizada da sociedade.

Talvez a imprensa pudesse ajudar.”

Essa é a visão de quem trabalha com a imprensa. Que a imprensa pode ajudar. É claro que pode!
Mas e nós biólogos? O que de prático realizamos diariamente para ao menos, não atrapalhar?
Todos os dias na televisão observamos imagens de geleiras derretendo, animais morrendo de calor, tormentas! “É o Apocalipse chegando” – é praticamente o que dizem.
Certamente, amigos, colegas ou meros conhecidos já vieram perguntar a nossa opinião sobre tudo isso e como eles poderiam ajudar.
Eu fui questionada e me descobri me traindo. Tudo o que dizia era pouco do que eu realmente fazia.
Passei então, por exemplo, a reciclar mais, não pegar as malditas e tentadoras sacolinhas de mercado (posso garantir que os caixas acharam minha atitude estranha), tomar banho gelado para economizar energia e água (afinal, para mim é muito difícil ficar debaixo daquela água por mais de 5 minutos). E comecei a perceber que as pessoas mais próximas passam a tomar essas atitudes como um modelo, afinal, sou bióloga e eles acham que isso basta.
E agora é a hora de sermos mais que um exemplo.De tomar atitudes. De mostrar que somos nossos “inimigos”.Parece realmente que o mundo começou a se preocupar com o modo inconsequente com que lidamos com o ambiente que nos cerca.
Sei que isso que escrevi serve mais de desabafo por causa do meu medo de “ser o modelo errado”. Mas descobri que quero fazer mais e vou encontrar o caminho.
PS: Estou torcendo muito para não virar ecochata.