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Ciclorrota Metro Butantã-USP

Há algum tempo tenho utilizado a bike para ir trabalhar na USP.
Meu trajeto atual é Metrô Butantã-USP. No dia Mundial Sem Carro, foi inaugurada a Ciclorrota que liga a Estação Butantã do metrô com a portaria principal da USP.
Usando-a hoje notei algumas falhas. Primeiro para chegar na ciclorrota é preciso atravessar a Av. Vital Brasil num farol de pedestre para chegar na rua Eng. Bianor. A partir daí segue outro cruzamento difícil, o com a rua Camargo, a qual serve de ligação do final da Raposo com a Marginal Pinheiros, ou seja, uma rua nada tranquila. Após esse obstáculo, a rota acaba em uma ciclovia no canteiro central da Av. Afrânio Peixoto. Para chegar lá, foi criada uma faixa de bicicleta cruzando essa avenida. No 1º dia havia um agente da CET parando o trânsito para deixar as bicicletas passarem. Resta saber se essa faixa será respeitada sem precisar de guarda por lá. Esperamos que sim.
Apesar desses pequenos probleminhas, acho que essa ciclorrota vai ajudar muito quem obtar utilizar bike para vir a USP em vez dos abarrotados ônibus.

E só para não ficar sem foto, achei essa no site do IG falando sobre o Dia Mundial Sem Carro.

“Eles iam virar meu carro”

Filho do assassino:

— Não foram eles (os ciclistas) que começaram (a discutir), meu pai foi um pouquinho antes. Só que aí começaram a bater a fu no carro. Aí, depois que se entenderam, três caras ficaram na frente do carro trancando só ele, só ele.

Ex-mulher do assassino:

— Tudo começou com ciclistas que até aparecem nas imagens. Eles quebraram os vidros, bateram no carro. Ele buzinou e saiu, só porque tinha uma criança, meu filho de 15 anos, junto. Não botou por cima, senão tinha matado todo mundo. Ele fugiu das agressões — afirmou ela.

Aham. Começaram a depredar o carro, quebraram os vidros. Aí depois se entenderam (?). Logo depois que se entenderam, ele não acreditou que tinham 3 caras na frente dele, SÓ DELE. Depois de se entender ele buzinou e saiu, coisa mais lógica a se fazer. Pessoas de costas não podem se defender. MAS VEJA ele NÃO BOTOU POR CIMA (?!) ele optou por NÃO BOTAR POR CIMA, ele optou por NÃO MATAR TODO MUNDO, ele se DEFENDEU acelerando no meio de uma massa de ciclistas com crianças e idosos.

[parágrafo acima possui elementos irônicos]

Via Zero Hora. Veja comentários de quem estava lá.

Segundo o advogado, ele não teria se apresentado ainda devido ao seu estado emocional:
— Eu estava fora e fui até a Capital para conversar com ele, que ainda está abalado com o que aconteceu. Ele vai colaborar com a investigação.

Estado emocional? O estado COVARDE?

Em tempo, 2 bons textos contextualizando o ocorrido:

Não foi acidente
por Thiago Benicchio

O monstrorista de Porto Alegre
por Renata Falzoni

Indignante.

Você aí parado, vem pedalar pelado!

Pedalada Pelada 2010

No próximo sábado, dia 13 de março, ocorrerá a já-quase-tradicional e irreverente celebração do uso da bicicleta como meio de transporte. O objetivo da Pedalada Pelada ou World Naked Bike Ride é chamar a atenção para a fragilidade do ciclista no trânsito da cidade e exigir uma convivência pacífica entre bicicletas e os veículos motorizados.

Nus é como nos sentimos por ter que disputar espaço nas ruas de São Paulo, em meio à violência gerada pelo stress dos motoristas parados em congestionamentos, confinados em máquinas poluentes de vidros escuros. Diariamente essa situação coloca em risco a vida de ciclistas, de pedestres e até de outros motoristas.

Pelados, os ciclistas pretendem chamar a atenção para a exposição indecente à poluição dos carros, para a morte dos espaços públicos tomados por esses veículos e principalmente, para sua fragilidade diante das poderosas máquinas motorizadas, muitas vezes guiadas por pessoas agressivas que não respeitam a bicicleta como o veículo que é, previsto no artigo 96 do Código de Trânsito Brasileiro.

O CTB ainda prevê que, na ausência de local específico para o deslocamento, a bicicleta deve ocupar os bordos da via (direita ou esquerda) com preferência sobre os veículos automotores (artigo 58) e obriga os veículos a guardarem uma distância lateral de um metro e meio ao ultrapassarem uma bicicleta (artigo 201).

Mas a maioria dos motoristas desconhece ou simplesmente desrespeita essas regras, e se recusa a compartilhar as ruas com os ciclistas. E isto acontece com a conivência do poder público, que não pune as infrações cometidas por esses motoristas contra nós.

Somos constantemente ignorados, somente nus somos vistos?

Existe vida fora do carro
Foto de Gabriel Bitar - flickr.com/photos/gabitar

A concentração será a partir das 12h do dia 13/03 na Praça do Ciclista, cruzamento da R. da Consolação com a Av. Paulista. Saída marcada para as 14h. A nudez NÃO é obrigatória, participe “tão nu quanto você ousar”. A pedalada é bem tranquila, descontraída, pacífica e alegre!

Em 2008, 1 integrante dos Desertores participou. Em 2009, 3 Desertores participaram. Como será em 2010? Aguardo ansiosamente as manifestações nos comentários.

Para saber mais, ler os relatos, fotos e cobertura da mídia e blogs das outras duas edições visite o wiki WNBR SP (também tem um FAQ).

Porque indecente é morrer 1 ciclista a cada 5 dias nesta carnificina irracional que é o trânsito de São Paulo.

Vou acrescentando aqui o que for saindo de interessante nos blogs/mídia.