São Paulo: lixão a céu aberto.

Em uma sexta-feira 13, os lixeiros da cidade decidiram entrar em greve por um reajuste salarial e por protetor solar. Não entrarei no mérito de a paralisação ser justa ou não.
A cidade de São Paulo produz uma grande quantidade de lixo por dia. Imensa. E esse lixo agora está espalhado por ruas e calçadas, na frente das casas… E não falo só de saquinhos de lixo residenciais. São sofás, colchões, entulho e até privadas. Mesmo com a coleta suspensa por tempo indeterminado (quem sabe amanhã a coleta volte ao normal), as pessoas continuam colocando seu lixinho(!?!) para fora. Muitos não pararam de jogar o lixo no chão, a bituca de cigarro no chão, a latinha pela janela. Não haverá mágica: por enquanto ninguém vai limpar a porcaria.
Mesmo com a cidade imunda foram poucos os que pararam para pensar na quantidade de lixo que produzem, na necessidade de tantas embalagens, na preguiça de reciclar, ou na preguiça de chegar até a lixeira mais próxima.
Será que nem imersos em lixo vamos dar valor a reduzir, reutilizar e reciclar? Ou ao mínimo ter um sentimento de coletividade e parar de emporcalhar a cidade? Será que essa greve valerá mais que um reajuste salarial e protetor solar a uma categoria? Só sei que a educação não se acha no lixo.

2 comentários em “São Paulo: lixão a céu aberto.”

  1. Putz, foi exatamente o que eu pensei ouvindo as reportagens…minha maior indignação é que nenhuma delas (das que eu vi) tratou da questão do lixo produzido…afinal a população nunca é culpada, não é? O problema é sempre do governo, e a gente pode fazer qualquer porcaria (literalmente) que eles TÊM que dar um jeito.
    Vi o mesmo problema na questão das enchentes de verão: a culpa, em todas as reportagens, era da prefeitura que não limpava a cidade e não construía mais piscinões e blábláblá, e, de novo, nenhuma reportagem nem sequer mencionou o fato das pessoas que jogam um simples e inocente papelzinho de bala na rua…Aliás, mandei um emeio pra uma emissora que me indignou com as notícias apresentadas e não obtive nenhuma resposta (nem aquelas automáticas do tipo “sua msg foi recebida”…)
    Foi mal o comentário gigante… 😛

  2. Nenhuma das reportagens que eu ouvi abordou as questões também…
    Por que será que as reportagens negam o fato de que o cidadão tem uma parcela de culpa sim?
    Não entendo…
    Já teve resposta, Ju?

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