Descrita bola magnética multicelular


A bactéria multicelular foi encontrada há 25 anos na Lagoa do Araruama no Rio de Janeiro, mas só agora o Magnetoglobus multicellularis foi descrito.

Os pesquisadores acreditam que o organismo seja um intermediário entre as bactérias e os outros seres vivos, e ainda dão diversos motivos para ele não ser uma colônia (um deles meio estranho: “O material genético da megabactéria também afasta a hipótese de que se trata de uma colônia, diz o grupo: ele não é igual em cada célula, como seria o esperado”).

Outra coisa curiosa é que o organismo responde (não sei o que) muito rapidamente a campos magnéticos pois produz dois tipos de cristal com ferro, a magnetita e a greigita.

Acho que no fundo o mais importante dessa notícia é que os cientistas estão perto de encontrar a “bactéria com cloroplastos e portanto eucarionte”do Vitão

Mais informações na notícia da folha
ou no site do CBPF

Dica do Breno

2 comentários em “Descrita bola magnética multicelular”

  1. Oi! Tudo bom?

    Nunca entrei no seu blog – aliás caí aqui por causa do google. Estava contando para minha namorada (que é estudante de biologia) sobre essa bactéria multicelular. Como bom designer (sim, sou designer, nada haver com a bactéria) eu fiquei caçando uma foto da menina – e eis que eu acho aqui!

    Obrigado por sanar a minha curiosidade.

    Um grande abraço,

    .faso

  2. Bom, eu como entusiasta da evolução da multicelularidade acho que esses caras viajaram um pouco.

    Apesar do artigo não estar disponível ainda, significando portanto que não o li, vou dar meu pitaco baseado na reportagem (aff…).

    “Ele vem preencher um hiato evolutivo que sempre separou os seres procariontes (seres sem núcleo celular definido) dos eucariontes (que têm núcleo definido).”

    Pelo que eu entendi esse trabalho mostra um organismo com organização multicelular composto por células procariontes. O fato de ele ser multicelular nada tem a ver com suas células serem eucariontes ou procariontes, e portanto não preenchem o sugerido hiato evolutivo algum. Este hiato seria preenchido se encontrassem bactérias com organização celular semelhante à dos eucariontes (já foram encontrados evidências para tal).

    “Não é uma [colônia] por uma série de motivos. Quando uma das células é retirada, por exemplo, o organismo morre. Existe troca de informações entre as células, elas não são independentes.”

    Se eu retiro célula(s) de alguns embriões eles não morrem, nem por isso são considerados colônias. O mais lógico seria verificar se a célula retirada morre ou não. Isso indicaria a dependência entre as células (mas isso não exclui a possibilidade de ser uma colônia bem integrada). Agora o fato de o organismo inteiro morrer quando falta uma célula é bizarro… gostaria de saber como eles retiram essas células.

    “O material genético da megabactéria também afasta a hipótese de que se trata de uma colônia, diz o grupo: ele não é igual em cada célula, como seria o esperado.”

    Como o zué já disse, é meio bizarra essa afirmação, mas acho que entendi. Como a maioria de colônias de bactérias são fruto da reprodução assexuada de um clone, é esperado que todas as células tenham o mesmo material genético. Agora o fato de ter material genético diferente não afasta nem um pouco a possibilidade de ser uma colônia… aliás até aumenta a chance de ser um organismo formado por um agregado de bactérias de origem independente que assumem essa conformação multicelular.

    Tenho quase certeza que estes comentários são resultado do jornalismo-anticientífico e não do trabalho em si…, mas não resisti em comentar. Cabe lembrar também que a multicelularidade evoluiu independentemente nos animais, vegetais, fungos, e outros grupos de protozoários, e agora se esse trabalho estiver certo nas bactérias.

    Fico me perguntando se eles mandaram o trabalho para a nature ou science… Garanto que se fosse algum gringo que tivesse descoberto esse bicho seria capa dessas revistas com certeza…, aliás sem dúvida alguma!

    Dei uma lida em outras reportagens e minha conclusão é que a reportagem da folha é extremamente chulé e distorce a realidade!!! Eu ia apagar tudo que escrevi, mas desisti…

    Aqui dois links legais com reportagens decentes!

    http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/3606
    (com outras fotos do “bichinho”!)

    http://www.semarh.rn.gov.br/detalhe.asp?IdPublicacao=2481

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