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GUIAS DE CAMPO!


Estava eu, fuçando a revista “O Biólogo” (ano II, nº07), quando me deparo com o livro “Guia de Lagartos da Reserva Ducke – Amazônia Central”, na seção de publicações.
Lógico que fiquei interessado. Mas a melhor parte…
Tem versão PDF de graça!!!
E melhor.
Tem vários outros guias: formigas, fungos, pteridófitas, palmeiras, borboletas e o de sapos (Que é sensacional! Várias fotos e uns videozinhos dos bichos cantando!)

Bom, vai a dica pra quem gosta de pdf e guias de campo:
http://ppbio.inpa.gov.br/Port/guias

Better world

Já imaginou comprar livros e pagar uma taxa de entrega pequena, mesmo que esse livro venha dos cafundós do Judas?
Já imaginou comprar livros usados e com isso reduzir a quantidade de papel gasta no mundo?
Já imaginou comprar um livro e ajudar alguém a estudar e a ter uma vida melhor?
Essa é a proposta (veja bem, eu disse a proposta pois ainda não pude comprovar), da nova livraria online Better World. Essa livraria dispõe de 1.8 milhões de livros usados, além de 500,000 livros novos.
Vale a pena conferir. Os preços são bacanas e a intenção é melhor ainda.

Fonte: Fim de expediente, por Dan Stulbach

A peste que eu fui…

TExto de Sylvia Orthof,no livro “O sadismo da nossa infância”. Editora Summus, s/d.
Esse texto é o máximo. É na infancia que aprendemos a ser malvados e a controlar nossas maldades também. Às vezes…

A PESTE QUE EU FUI OU… AI, QUE FALTA DE SAUDADES DOS MEUS OITO ANOS!

A bicicleta era uma só. Era uma velha bicicleta, meio desconjuntada, pintada de “azul cheguei” e, SOBRETUDO, era minha. Os adultos queriam jogar bridge, ou sei lá, enfim, não desejavam crianças na sala, sobretudo, também, por causa do bridge. Então, os adultos diziam assim:
– Vão andar de bicicleta, queridinhas!
Eu ficava uma fera. Andar na MINHA bicicleta, sair da MINHA CASA e fingir, sobretudo, que não percebia o outro jogo do MEU pai!
A amiga, naqueles tempos passadíssimos, era gorda. Minha obrigação era levá-la no selim. Lá ia eu, curtindo meu ódio, levando a gorducha e bonita e rosada e louçã e… pois é!
Eu morava na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. Naquele tempo quase não havia automóvel por ali, lugar ideal para levar a gorda, bonita, rosada e louçã, no selim, enquanto eu, magra, arrepiada e exausta, suava, nhec, nhec, pedalando a MINHA bicicleta… a gorda, só tomando brisa, cantarolava, louçã.
Aí, eu vi um paralelepípedo muito atraente, fora do lugar, no caminho. O paralelepípedo, de um lado, o buraco do outro, com muito lugar ainda para a bicicleta passar, sem problemas.
Foi quando eu perguntei para a louçã:
– Você gostaria de morrer caindo naquele buraco, ou preferiria fraturar o nariz naquela pedra? Escolha, queridinha, porque eu vou fazer com que você odeie bicicletas para o resto da sua vida!
A menina deu um risinho e respondeu, com voz de soprano:
– Você adora fazer dramas, não é, Sylvia?
– Adoro, sim, mas responda depressa, porque eu vou me machucar, mas você, queridinha, vai se arrebentar!
– Deixa eu pensar, ainda não decidi! – respondeu a inocente criatura, pesadíssima.
Aí, eu dei mais uma volta, para dar tempo para ela decidir. De repente, a menina percebeu que estava falando sério, começou a choramingar, na base do eu quero descer da bicicleta, vou falar com mamãe, estou de mal, etc.
Eu já estava de volta. Gritei, pedalando violentamente, correndo o mais que podia:
– Escolha: a pedra ou o buraco?
– A pedra, a pedra! – berrava a menina.
Fui ao alvo, com toda a velocidade. A pedra, chegando, chegando… e nos esborrachamos!
Ela ficou toda ralada, chorando alto. Eu, pingando sangue do nariz, sorria, no auge da felicidade.
Eu era uma peste. Sou até hoje, porque meu pai, quando ler esta história, vai ficar danado da vida. Bem feito, quem mandou jogar bridge?